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Desafio Janeiro 2016 - Cor da luz - Claudiane Ferreira
“A escuridão não pode se transformar
em luz, nem a apatia em movimento sem emoção."1
Cor da luz
Para avançar precisamos
reencontrar poção mágica
calar pensamentos
embranquecer nossa tela mental pictórica
Contemplo o mar/o balé eterno do ir e
vim
música cadenciada a me
embalar...
Sinto paz!
Acompanho o voo da ave aquática
e de uma vida o fim
Sou parte de tudo!
"Somos todos um só"
as pedras
as perdas
Semiótica
Na beira do caminho/tom carmesim
pássaros canoros a me lembrar...
Sigo arrumando meu camarim
Sou parte de tudo!
"Somos todos um só"
Só haverá evolução se
permitirmos a conexão...
"A grande questão é se você será
capaz de dizer um sim genuíno à sua aventura"
Joseph Campbell
Prosa poética e imagem - Claudiane Ferreira
11- Carl Jung
Lua Branca - Desafio Janeiro 2016 - Branco - Por Carlos NNeves
Labels:
Desafio Janeiro 2016,
Poema
morena e nua
do lóbulo pendia
qual brinco de lua
tão branco jazia
brilhava no rosto
brancura atrevida
co'a marca da vida
em seu peito exposto
de amor bem guardado
mil vezes cantado
segurando o pranto
por tão grande encanto.
por tão grande encanto.
Carlos NNeves
jan2016
jan2016
Desafio Janeiro 2016 - Branco - Por Isa Lisboa
![]() |
| Foto: www.pixabay.com |
Para o mês de Janeiro, o Tubo de Ensaio pediu-nos que nos
inspirássemos na palavra “Branco”. Deixo-vos o que a minha caneta escreveu:
-“Foi-te
dada uma parede em branco.” – Começou a Voz, em tom inquietantemente calmo. –
“Quando, mais tarde, as tuas mãos tinham força e os teus olhos podiam ver,
foram-te dadas tintas e pincéis. No espírito de criança curiosa, foste
experimentando as cores uma a uma, entusiasmada com o resultado de algumas,
perguntando-te quanto ao contraste entre outras. Não te preocupavas se a parede
estava a ficar bela, se estava parecida com as paredes do lado. Era a tua
parede. Era a parede em que começavas a ver-te reflectida.”
Estas
memórias eram assustadoras e dolorosas, os olhos pareciam querer verter
lágrimas, respondendo ao coração que estava apertado com as palavras duras
ditas por aquela voz meiga. Eram memórias difusas, que já a tinham assaltado
nos momentos de silêncio. Aqueles momentos de que fugia, imersa no ir, no vir,
no fazer, no acenar da cabeça enquanto sorria.
Dizia
a si própria que eram memórias inventadas, ditas pela sua imaginação.
Como
podia ser, como podia aquela parede ter sido branca um dia? E como podia ter
recebido tanta cor assim, sem a rejeitar, cuspi-la para fora de si? Como
poderia ser possível que tenha sido a sua mão, a sua própria mão a segurar os
pincéis que deram tanta cor ao que agora era só cinza, um único tom de cinza?
Não,
não podia ser. A Voz enganou-se. Ou estava a tentar enganá-la, a Voz. Porquê
não sabia, mas só podia ser isso. Ou talvez ainda estivesse apenas a conhecer a
insanidade… Diziam que ela se aproximava inesperadamente, que a confundiríamos
facilmente com realidade…
Colocou
a almofada por cima da cabeça, não queria ouvir mais nada. “Não, não te quero
ouvir!”, gritou mentalmente.
A
Voz calou-se, tão repentinamente como havia surgido no ar.
A
medo, retirou a almofada da cabeça, confirmou que só silêncio havia sobrado.
Agora
tudo lhe parecia ainda mais irreal, insano…
Olhou
à volta e confirmou que nada havia e nada se ouvia. Fora tudo fruto da sua
imaginação, era a justificação plausível. Era a única.
Dormir.
O melhor era dormir.
Aconchegou-se
nos lençóis e fechou os olhos. Ao fim de um minuto, o corpo lembrou-a de que
estava cansado. O corpo queria dormir, mas a mente não.
Ao
fim de algumas horas, finalmente, o corpo ganhou a luta.
Quando
acordou, abriu os olhos, olhou para o tecto e a primeira palavra que o
despertar lhe sussurrou foi…
“… Cinzento …”
Desafio Janeiro 2016 - Existencia em branco - Por: Ronaldo Savazoni
Branco...
Branco
sou eu e o meu amor,
branco
é tudo o que sou,
se
estou sem você...
Branco
são os meus olhos,
se
não posso te ver...
Branco
é a morte
pois
estou a morrer
nesse
branco de ficar assim...
sem
você...
Branco
é tudo
se
esse tudo é não ter você...
Pois
o branco,
o
branco,
somente
o branco,
é ausência,
ausência de cor...
É quando todas elas,
as
cores,
esgotam-se,
em
ser apenas uma,
e
as cores do mundo
deixam
de existir..
Estou em branco,
amortecido,
sombria mente
esmaecido,
taciturno e mente,
sombrios.
Estou em branco,
como uma tarde gris...
Estou em branco,
um branco,
tão mais branco
que a mais escura das noites,
entregue a esse branco de existir.
Mas existir como?
Onde está você?
Eu não te vejo,
nesse meu branco de existir
que sou sem você!
Desafio Janeiro 2016 - Branco é o esquecimento - Josué Brito
Brancas são as rosas que não te dei...
São os sonhos que plantei para ti,
Mas tu não quiseres alimentar meu amor...
São negros os teus olhos, é negra
A sua ingratidão.
Branco é o esquecimento que velo
Dentro de mim... é a vontade de apagar
Teu rosto... mas tua rosicler face, que
Um dia chamei de escultura... é
A neve que tende a me perseguir...
Branco é o desmazelo da noite,
É o que não tenho... os teus
Beijos avermelhados... Branco é tudo,
Branco é a neve que tu fizeste
Cair em mim.
Desafio Janeiro 2016- Tecendo poesia em branco- Maristela Ormond
TECENDO POESIA EM BRANCO
![]() |
| Imagem própria |
A rendeira faz a renda,
O poeta o poema.
Mas não há quem não se renda,
A um branco como tema.
A rendeira canta e fia,
O poeta escreve e ri,
Quando confunde a grafia.
E a natureza se ri das artes do colibri.
O pintor procura as cores,
Para que os olhos possam brilhar.
E a natureza põe o branco nas flores,
Para trazer paz e o homem acarinhar!
Desafio Janeiro 2016 – Alvo o branco – Manuela Frade
Alvo o Branco…
Gravado
no coração…
Recordado
na oração…
Brancas
asas dos anjos são…
Brancos
voam nos Céus de Oxalá
Voam em
nossas almas…
Espelham
o divino,
O Amor
de Oxalá.
Divinos
são…todos os Santos,
De brancas
vestes adorados,
Esquecemos
que em nós mora
O mais
santo de todos,
Olórum…Adonai!
Branco alvo,
resplandecente,
Deus
Pai é…
Nega-mo-lo
toda a vida…
Só nas
perdas
Por ELE
gritamos,
Só na
dor o reencontramos,
Na doença...LHE rezamos!
Brancas
são…as Asas dos anjos…
Das SUAS
GRAÇAS beneficiamos.
O AMOR
DELE…Logo, logo…
Esquecemos…
Adiamos…
Protelamos…
Paciente…ELE…
Por nós
aguarda…
Em
nossa ALMA segreda…
”lembras-te de mim?”
”lembras-te de mim?”
… “Eu estou em ti!”
E…
durante o sono,
Em visões nos recorda…
Os caminhos
a cumprir,
As missões …os destinos!
Longos
ou não…sempre,
Dolorosos são,
Os
caminhos…
Os destinos…
Servem para nos lembrar
Que sua
LUZ…
Seu AMOR…
Devemos
sempre recordar.
No Branco
puro…
Nas alvas asas…
Sua compaixão…
Seu perdão…
Urgentemente
aplicar.
No
dia-a-dia escolher…
Amar-mo-nos uns aos
outros,
AMAR
Oxalá …
É incontornável!
Branco
é Jesus,
Alvos são seus anjos…
Adonai
o criou-“OS”…
Para nos ajudar.
Para “O”
espelhar,
Devemos...a ELE, AMAR…
Encontrar
em nós…
O que LHE devemos DAR…
No dia-a-dia
ofertar…
Adonai,
em nós mora…
E espera!
O exemplo que devemos dar,
O exemplo que devemos dar,
Do nascer
ao pôr-do-Sol,
Do nascer
ao último sopro…
Os anjos do SENHOR…
De branco alvo
esplendor,
Connosco
estão…
Nossos espíritos…
Seus jardins são…
De
lágrimas doces precisam,
As flores que
em nossas almas
Moram…
Seu néctar…Água
divina é…
Tudo transforma
em FÉ.
Nossa
PAZ é encontrada
Na alva cor de Oxalá…
Salve
Olórum…
Salve
Adonai…
Salve
Oxalá…
Salve
seus Anjos…
Da cor
do amor e da Paz são!
Por
amor a Oxalá
Se
aninham em nosso coração!
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