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Desafio - Ilustrar o poema preferido da minha amiga Kizy Lee

Kizy, deixo aqui uma modesta ilustração para o poema que escolheu! 
Gostaria de poder desenhar a verdadeira beleza da rosa de Sarom, mas não o sabendo, deixo estas pétalas! :)

Rosa da Saron, de Isa Lisboa para Kizy Lee

Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales.
Qual o lírio entre os espinhos, tal é meu amor entre as filhas.
Qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu amado entre os filhos;desejo muito a sua sombra, e debaixo dela me assento;e o seu fruto é doce ao meu paladar.
Levou-me à casa do banquete, e o seu estandarte sobre mim era o amor.
Sustentai-me com passas, confortai-me com maçãs, porque desfaleço de amor.
A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita me abrace.
Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira.
¶ Esta é a voz do meu amado; ei-lo aí, que já vem saltando sobre os montes, pulando sobre os outeiros.
O meu amado é semelhante ao gamo, ou ao filho do veado; eis que está detrás da nossa parede, olhando pelas janelas, espreitando pelas grades.
O meu amado fala e me diz: Levanta-te, meu amor, formosa minha, e vem.
Porque eis que passou o inverno; a chuva cessou, e se foi;
Aparecem as flores na terra, o tempo de cantar chega, e a voz da rola ouve-se em nossa terra.
A figueira já deu os seus figos verdes, e as vides em flor exalam o seu aroma; levanta-te, meu amor, formosa minha, e vem.
¶ Pomba minha, que andas pelas fendas das penhas, no oculto das ladeiras, mostra-me a tua face, faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce, e a tua face graciosa.
Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor.
O meu amado é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu rebanho entre os lírios.
Até que refresque o dia, e fujam as sombras, volta, amado meu; faze-te semelhante ao gamo ou ao filho dos veados sobre os montes de Beter.


Cânticos 2:1-17

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Desafio - Ilustrar o poema preferido da minha amiga Claudiane.


Ilustração: Kizy Lee =)


Quem sou eu?

 Eu às vezes não entendo!
 As pessoas têm um jeito
 De falar de todo mundo
 Que não deve ser direito.

 Aí eu fico pensando
 Que isso não está bem.
 As pessoas são quem são,
 Ou são o que elas têm?

 Eu queria que comigo
 Fosse tudo diferente.
 Se alguém pensasse em mim,
 Soubesse que eu sou gente.

 Falasse do que eu penso,
 Lembrasse do que eu falo,
 Pensasse no que eu faço
 Soubesse por que me calo!

 Porque eu não sou o que visto.
 Eu sou do jeito que estou!
 Não sou também o que eu tenho.
 Eu sou mesmo quem eu sou!

Pedro Bandeira
                                                        *.*

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O Caminho e a Lição

Laura Moore

O Caminho e a Lição

Minh'alma tinha pressa de entender a renda da vida em toda sua profundidade e ângulos... Sentia necessidade de trazer à tona o que havia escapado ou fugido de mim. 
Há quatro meses escutei o canto que move todo o universo e desde então, preparei-me... Para essa grande viagem escolhi uma  minúscula bagagem,  o artigo  mais volumoso? Desejo de aprimoramento espiritual!
E assim, armada apenas de mim mesma, olhei a estrada que se estendia à minha frente. Do destino, pouco sabia ainda, mas era por ali - assim me o dizia a seta das direcções. De entre tantas que me apontava, foi difícil escolher uma apenas. Talvez seja por isso que estão lá. Para que cada viajante pare para pensar para onde quer ir. E de forma que, quando escolha, seja mesmo para aí que queira ir.
E com incerteza na bagagem e fé no coração, lá segui. Olhei ainda o meu velho carro, que, desta vez ficou para trás. Muitas foram as viagens juntos. Mas esta terá que ser diferente. Por isso, serei apenas eu e o alcatrão.
Com o vento a refrescar-me a pele, segui sem pestanejar. Não sabia quanto tempo demoraria a viagem, mas sabia que chegaria a tempo.
Por vezes, alguém me oferecia boleia. Aceitava algumas. Até à próxima cidade. Para recomeçar na madrugada seguinte. Alguns condutores, percebia após duas palavras, queriam eles próprios boleia. A eles, agradecia, mas declinava a oferta. Esta era uma viagem só minha, e para mim.
Na última madrugada, acordei mais cedo que o habitual e comecei logo a caminhada. Em pouco tempo, cheguei. Sem saber, dormira já na fronteira do meu destino.
Despertei com um vento suave. Uma brisa tocou os meus ouvidos como um sussurro a dizer: “Está na hora de acordar desta ilusão em que te encontras!” Não tive medo, pois outrora ouvi aquela voz suave que trazia paz, e sedenta por resposta perguntei:

- Eu não vivo uma ilusão?!  - confesso que já não me conhecia, sabia que algo estava errado mas tinha medo de descobrir o problema.

- Levanta, e segue o teu caminho, não te preocupes pois estarei contigo e responderei às suas duvidas.

Foi então que percebi que antes de chegar ao destino desejado, teria que viajar pelos meus pensamentos relembrando o que já tinha sido esquecido... Lembrei-me da minha força. Não da força física, mas da força de vontade que tinha aprendido;  viver sem medo e sempre seguir a razão com o sentimento nas mãos. Lembrei-me que não importa o quanto o meu redor está torto. Não devo entortar-me para entender, ou falar como alguns falavam e agiam, porque o segredo não é apenas guardar e esconder os pensamentos, sentimentos e conhecimentos, mas compartilhar com sabedoria, tendo sempre a certeza que devo ser leal com o meu Eu interior para que o meu exterior resplandeça.

Passei pelos momentos que me fizeram chorar e esconder o meu querer e com isso tinha-me perdido. Tentava levantar-me e, por ser pequena e inexperiente, tropeçava, pois havia esquecido dos meus conhecimentos, que me foram ensinados com tanto carinho, para nunca desistir apenas por ter passado por algo ruim...

Foi então que prossegui e descobri que o destino era o mesmo. Entretanto eu já não era a mesma pois tinha renascido das cinzas  e estava tingida pela cor do fogo que pensava ter-me consumido. Resplandecente como um pássaro e forte como uma leão.

Tinha esquecido como se conta o tempo. Já não recordava como se contam as distâncias. Nada do que eu sabia ao inicio da minha viagem era evidente. O regresso fez-se sem que eu o planeasse. Se ignorava quanto tempo tinha durado esta expedição aos confins de mim, sabia que não tinha encontrado o que procurava. Porque - agora compreendia - o que eu desejava não existia. 


Dos tesouros recolhidos durante a minha viagem, a nenhum me apego mas todos conservo. São flores que enfeitam minh’alma. São cores que pintam a vida. São céus azuis e nuvens de algodão que me levam em viagem sem deslocação. 

Fui aos confins de mim e regressei, como aquele Veneziano dos tempos antigos que tanto perdeu durante o seu percurso, mas tanto recebeu em troca.

E hoje, aqui sentada neste topo de mim, observo o que tentei ser e acolho o que que sou. Dizem ser coragem que de se saber real e incontornável. Não sei o que seja a coragem… Só sei o que sou e aprendi que o essencial é Viver. Com uma maiúscula e sem contorno.


Claudiane Ferreira - Isa Lisboa - Kizy Lee - Dulce Morais

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Vínculo Axioma



Achaste-me como se fosse
Frondosa árvore
Onde podias beber a sombra
Em dias de calor.
Mas meu amor não nasceu árvore feita
Será primeiro semente
Crescerá, se for envolto
Em manto fértil
Se lhe deres de beber
Água fresca.
E se depois de romper o solo
A luz não lhe bloqueares
Poderão os galhos crescer
Serão braços para te abraçar

Com o soar do vento
Meu perfume a te envolver
Purificarei suas entranhas
Meus frutos te saciarás
Não importa a distância
Sei que me vê
Vê minhas folhas a dançar no vento
Indo até você
Sinto que me senti
Então por que andas no sol?
Não se preocupe
Não irei enterrar seu coração
Mesmo se este fosse meu intuito,
Como eu poderia viver
Pois, parte de mim está em você
Juntos somos um axioma.


Kizy Lee e Isa Lisboa

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Amigo Secreto do Tubo de Ensaio - Presente de Carlos Moraes para Kizy Lee

a moça bonita de Saquarema
sorriu seu sorriso,
dele brotou o poema...
poema que nasce do lago
nasce da areia, floresce no paraíso

a moça bonita de Saquerema
sorriu seu sorriso
para a moça que passou por Ipanema,
que ao ganhar o mundo todo
perdeu o mundo íntimo que se vê...
... em seus olhos de ondas
Em seu mistério que persigo
mar a dentro
mata fora
no céu de agora...

ah! Moça bonita de Saquarema


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Com a cabeça nas nuvens

Em menina
Sonhava com as nuvens
Olhava-as cá de baixo
Via flores, um cachorrinho, um arco-íris

Enxergava um mundo mágico
Me via dentro de um globo azul
Pequena como um floco de neve

Imagem Google

Cresci
Esqueci de olhar as nuvens
Ocupei-me com problemas bobos
Não percebia a beleza do  céu
E assim me perdi...

Um dia encontrei-as de novo
Procurei as flores, o cachorrinho, o arco-íris
Essas formas não vi
Vi um A, um B, um C
Confusa, olhei de novo
Mas outras letras eu vi
Não sabia o que pensar.

Então como poderia ver novamente?
Foi então que procurei a menina
Perdida dentro de mim
Segurei sua mão, e ela sorriu para mim...

Tribalistas - Velha infância

Nas nuvens
Eu deixei de ver
Flores, um cachorrinho, o arco-íris
As nuvens agora mostravam-me
Poesia 

Pois agora a vejo em forma de letras
Escrevo o que sinto
Sinto o que vejo...


Kizy Lee e Isa Lisboa




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Respostas


Preciso obter respostas...

Necessito saber o motivo...

Andando por caminhos incertos...

Apreciando cada detalhe do novo...

Achei um segredo!

Intocado há muito tempo

Escondido entre os arbustos

Com meus pés livres caminho sobre as pedras

Achando graça da sensação

Noto que as nuvens estão douradas...

Me aproximo da minha resposta

Sinto como se estivesse levitando...








Vejo uma luz na vegetação

Oiço um sussurro que me convida

Avanço, flutuando: o caminho é por aqui

No meio, uma clareira...

Dois pequenos vasos, dourados como as nuvens

Iguais, sem tirar nem pôr, os vasos

Mesmo sem mo dizerem, 

Soube que um tinha que escolher

Para minha resposta lá encontrar

Mas qual...?

Olhei em volta, procurei pistas, procurei a voz

Nada.

Só a luz da clareira lá continuava,

Quieta.

Quieta deveria eu então ficar...

Sentei-me, fechei os olhos e olhei.

Sabia enfim o vaso que me era destinado.

E que a resposta sempre cá tinha estado.




Kizy Lee e Isa Lisboa







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Desafio – Tronco



© Dulce Morais 


Desafio – Tronco

Os autores do Tubo de Ensaio – Laboratório das Artes apresentam a primeira publicação de inspiração comum. 

No intuito de incentivar a criatividade, os nossos autores foram colocados perante o desafio de escrever um texto inspirado por uma imagem. 15 dos nossos autores participaram neste desafio.

Segue a participação de cada um.

Boa leitura!



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Musgo

Musgo que parasita
na arvore ainda não
florida.

Musgo que quer aconchego,
pelo seu desespero,
da solidão doida,
as vezes até ressentida,
de uma situação incompreendida.

Mas a Arvore é companheira,
e carregara o Musgo,
como se fosse ela mesma,
uma Algibeira.

Marco Aurelio Tisi


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Tronco
 
Ao me deparar com o tronco, tudo me veio à mente.

Foi colado a ele que demos nosso primeiro beijo.

Foi abraçado a ele que lhe fiz uma dedicatória.

Foi debruçado nele que chorei quando me deixou...




Joel Garcia da Costa


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Tronco

Sou um velho tronco
Os anéis denunciam-me a idade
Os limos a solidão
O vento passa nas minhas folhas
Toca-me uma melodia triste;
Traz-me à memória
Os cantos dos pássaros
O piar das crias
No seu primeiro voo;
O riso das crianças que trepavam
Os joelhos arranhados
Que não as faziam desistir.
Sou um velho tronco
Aprendi o que é chorar
Das minhas lágrimas nasceram limos;
Assim o velho tronco
Se tornou velho
Assim o velho
Se tornou só.
Isa Lisboa



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Gilberto de Almeida





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MINHA ÁRVORE



Sinto-me uma raiz em força.

No tronco, coberturas e derivações.

No sol,, em luz, em grandiosa presença..

Na lua em dormidas madrugadas.
Na criação que Deus me concedeu.
Sou e serei essa segurança.
ARVORE EM NOSSA ESTRADA DA VIDA.




Mochiaro


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 Por    denTro a  nutrir-me um

               Rio corre e num piscar

               Olho, percebo, que por fora marcas do tempo não se evaporam

               Nua  minha alma contabiliza

               Confesso o uso da sapiência
               O que importa? Consigo ver a luminosidade e o novo colorido agregados nesta fase      













Claudiane Ferreira de Souza da Silva






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Entranhas
Paralisada, mas forte...
Velha, porém sabida...
Questiono-me sobre mim, ao observa-la...
Antiga, contudo adaptável...
Fixa, todavia flexível...
Procura o que necessita, para sobreviver ...
Não tem medo dos obstáculos,
Renasce quando atingida, ou machucada...
Calada, no entanto expressa o que deseja....
Kizy Lee

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UM TRONCO APENAS
Somos feitos troncos velhos
Cicatrizados pelo tempo,
Corroídos em risos sérios
E abrigo em algum momento!
Mas ao sermos cortados
Teremos a oportunidade,
E até então moldados...
E serviremos como utilidade,
Ou utensílio na vida de alguém.
Um tronco apenas.

Osny de Souza Alves

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Contrastes
da vida


Do tronco de um carvalho
pulsava a seiva daquele outono,
vendo pedaços despencarem,
em flagrante abandono.

Os galhos secos tristonhos
sentiam a perda de folhas caindo,
mas se consolavam rapidinho,
ao verem o solo sorrindo.

Rosa Mattos



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Tronco.

Enrugado pelo tempo
pilar da terra
trave mestra
dentro de ti pulsa a seiva
que alimenta o Mundo...

solitário
bebes  a seiva da terra
gemes com o vento
quando falas de amor...

De raíz profunda
com alma
despido
morto não serás árvore
serás tronco apodrecido...
Manuel Marques (Arroz)


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O TRONCO

casca grossa
engasga
empossa
a soberba
soberana
de quem viu
anos irem
ventos nascerem
chuvas eclodirem
pessoas enlanguescerem
um pássaro pousar
outro partir
uma flor florir
na parte verde do céu...

casca grossa
veia s abertas
musgo faminto
ciclo findo

em breve te revejo
linda lindeira
numa casa burguesa
sem casca nem raiz....

Carlos Moraes



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Indecifrável


Tua forma
não posso dizer,
Por tuas frestas
impossível me é.
Em teus laivos,
sei, és imprevista.
Não condenas,
nem enamoras.
Teu estado? Mutante
Tua raíz? Escondes.
Tudo ouves,
sentes.
Sempre esperas 
que ao ver-te,
a mim eu defina.

Cris Campos


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Dobras


Em cada ruga
Que meu corpo desvenda
Vidas recordo







Dulce Morais




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