Que a tua alma,
A CIGANA por Danka Maia
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Danka Maia,
Poema
Meu terceiro livro foi um mergulho delicioso na cultura cigana, e de lá construí Blanka Pankova, uma mulher que teve o destino marcado pelo seu sangue,onde uma história de amor começa pelo fim e por ela fiz este poema.
Opchá!
Dança Cigana!
O meu bailado
Me faz senhora
Meu piso é forte
É onde quero.
Trago na ginga
Os meus traçados,
Nos meus mistérios
Os sortilégios,
De uma mulher
Que sabe bem,
O que se quer.
Bate comigo gadjó,
Bate comigo!
Vem no compasso dos
meus pés,
Que são fiéis
As tradições
Onde os leões
Viram fiéis.
Roda comigo,
Vem no meu ombro,
Olha no meu olho,
Que aqui que eu te
domo.
Mostra tua força,
Vibra teu laço,
E faz o que eu faço,
No gingado dos meus
pés!
Baila comigo!
Abala os trovões,
Ignora os grilhões,
Pisa comigo!
Mostra teus dons!
Sangue calon é
diferente,
Mescla o ousado,
Não teme o incoerente,
Buli com a rosa,
Dança com sombra
Zomba do riso
Tem cheiro de gente.
Vem cá comigo, meu
gadjó!
Aproveita que a gira
logo alcança .
E a tua linda se vai,
Sim, tu perderás está
cigana.
Envolve comigo,
Faz do teu segundo,
Teu mundo,
Porque quando
Se aquietar está
batida,
Irá com ela meu
coração.
Ai Não...
Se foi!
E Agora?
Espera.
Que a tua alma,
Que a tua alma,
Jaz na minha mão!
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4 comments:
Parece música, com movimento, carisma... Adorei!
Obrigada Jana e Fanzine, já faço parte da Academia Machadense de letras, é uma honra tê-lo aqui.
Beijocas!
Poesia ritmada em uma sensualidade exótica. A trilha complementou o meu encantamento .
Esta cultura fascina-me.
Bjs Dani.
Danka, este poema é intenso e musical, mesmo se não tivesse o vídeo que o acompanha! Gostei muito!
Bjs
Isa Lisboa
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