E quando não tiverem mais pessoas
Ditadura da "Não" Leitura
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Osny Alves,
Poema
Imagem Google
E quando não tiverem mais pessoas
Para reconhecerem
o que fazemos?
Para dizerem
se são ruins ou boas...
O termômetro
que nós merecemos!
E quando não
houver mais leitores
Que dia a
dia nossas paginas visitam?
E nem todos que
se dizem escritores
Que em versos
e prosas ditam e editam...
E trocarem esta
maravilhosa leitura
Por coisas
do cotidiano, mesmo irrisórias!
E começar novamente
uma nova ditadura
Deixando-nos
reféns como lendas e história?
E quando
deixarem de comentar ou de curtir
De clicar ou
mesmo até compartilhar
Deixando de
se instruir, aprender e se divertir!
Nas prosas e
versos que deixaremos de contar...
O inicio
disso é quando você deixar de se importar
De ler e
tentar compreender o que o outro escreveu...
Aí não adianta
nem querer tentar...
Pois o fim
você mesmo prescreveu.
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5 comments:
Osny,
Enquanto houver amor à leitura e à originalidade, haverá ainda quem nos leia. E se por acaso terminar, continuaremos a escrever para nós próprios...
Grande abraço!
Verdade! Não é só escrever e escrever que nos torna mais aptos a fazê-lo, mas a constante leitura de outros trabalhos é ainda mais fundamental. Abraços.
Osny, um texto muito pertiente... tem uma poetisa que interage em nossos círculos que usou uma expressão interessante outro dia: muitos estão a escrever por compulsão (o que Kundera revela como snedo a musomusia)... acho que não é essa a nossa intenção, e sim escrever algo atemporal, artístico, que acrescente a quem lê, e a nós, também leitores, laboradores da escrita, de alguém na escuta... abraços
Osny,
Acredito que sempre haverá escritores e leitores. Mas se assim não for, e um dia eu não tiver mais nada para ler, então esse será um dia muito triste para mim!
Um abraço
Concordo plenamente com o Carlos, existe sim, em uns, uma compulsão de escrever, de espalhar, sei a que Kundera se referiu. Mas como escreves, promoves encontros, são escritos para deleite daqueles que gostam do que é bom e bonito. Estes sempre vão existir pois o mundo não se faz sem poesia.Parabéns por mais este belo texto reflexivo. Bjs
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