A MANIFESTAÇÃO por Danka Maia
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Conto,
Danka Maia
Helena estava só
em casa mais uma vez, com seu cachorro, Nicolas era sua proteção certa. Depois
de ligar para o pai que era plantonista que ficaria a noite também sozinha,
trancou todas as portas e tentou trancar todas as janelas, mas uma em especial se recusava a fechar por mais
insistente que fosse.Helena achou estranho,porém decidiu deixar a tal vidraça destrancada e então foi para sua
cama. Seu cachorro tomou seu lugar de costume em baixo da cama. Nicolas demonstrava que ali era o lugar perfeito para
proteger sua dona, seu amor maior.
No meio da noite
ela acorda por causa de um som de gotas vindo do banheiro. A menina sentiu
muito medo, como explicar? Helena não sabia, de pronto pôs a mão debaixo da
cama, quatro patas jaziam ali, prontas a sua espera. Ela sentiu a lambida de
seu cachorro e ponderou consigo: "Nada demais para se preocupar."
Então voltou a
dormir. Um tempo depois,despertou novamente
por causa do som da porta que não queria fechar, desdobrou sua mão para
baixo, sentiu a lambida de Nicolas e segura e com a respiração tranquila volveu
a serenar.
Um pesadelo invadiu os pensamentos da
garota.Uma figura retorcida, de olhos vermelhos tentava agarrar seus pés numa corrida célere entre os milharais das terras de seus
avós, quanto mais Helena corria mais a criatura
salivante e ligeira queria agarrar ora seus pés ,ora suas mãos,parecia
incansável na perseguição, tudo que
aquele ser semelhava almejar era um toque, uma espécie de contato que não
deixava aclarado o que era.E quando alcançou seus cabelos de pronto a menina
bateu sentada na cama suada e aos gritos.
Não era primeira
vez que aquele pesadelo a procurara, por anos eles e se arrastava em seus
pensamentos e invadindo suas noites e por ele nebulosos adágios perturbaram a
inofensiva garotinha, que por mais uma vez estende a mão para sentir a o beijo
de seu inseparável cão, no entanto,não pôde, curiosa sobre o som das gotas, ela
se levanta e lentamente anda até o banheiro, o som dos pingos foi ficando mais
alto de acordo que ia se aproximando. Helena chega no banheiro e liga a luz.
O sangue aquece.
O coração
dispara.
Um terrível
sinal a recebe.
Pendurado no
chuveiro estava seu cachorro, Nicolas, com a garganta cortada e o sangue caindo
na banheira lentamente. Pelo enrijecimento do corpo, aquilo se dera por horas,
foi quando imaginou, mas como? O pobre bichano não tinha estado ali com ela? E
então, alguma coisa no espelho do lavatório chamou sua atenção e virou-se.
Escrito no espelho com o sangue de seu animal estavam as palavras:
"NÃO SÃO SÓ OS CÃES QUE SABEM
LAMBER"
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3 comments:
Deu um arrepio na espinha! Que final de tirar o fôlego!
Beijo, Danka, obrigada por nos oferecer estes momentos de suspense!
Isa Lisboa
=> Instantâneos a preto e branco
=> Os dias em que olho o Mundo
=> Tubo de ensaio
=> Pense fora da caixa
Obrigada Isa!
Dani, taí, bem ao seu estilo.
Fiquei a imaginar se encontrasse a Loba e a Wynne assim... Desmaiaria.
A Wynne tem a mania de lamber meus pés, prestarei atenção e verificarei se é ela mesmo.
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