AO PÉ DA LAREIRA
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Osny Alves,
Poema
Imagem Google
Ah
esse friozinho que lembra lareira!
Do
meu braço colado no pescoço dela
Outrora
chamavam cobertor de orelha
Com
blusa de lã e cachecol de flanela!
Ela
mesma dizia pra ficarmos juntinhos
Enquanto
a mãe dela estourava pipoca
De
mãos dadas e respeitosos carinhos
Imaginava
o pai dizer: ei rapaz! Se toca.
Ai
que saudade quando saia andando
Pela
rua escura rua mais que deserta
Que
tinha só Deus e a lua me olhando
E
nem assombração nos deixava alerta!
E
onde o assalto aqui raramente se via
E
andava tranquilo pensando em nada
Sob
a janela alguém declamando poesia
Um
grupo de amigos entoando a serenata!
Ai
que saudade que tenho daquele tempo!
Em
que a Deus eu pedia pra passar depressa
E
que hoje eu suplico só por um momento
Olhar
meu longínquo passado por uma só fresta!
Em
São Paulo lembro-me agora do frio que fazia...
Imaginava
esse agora que no outrora tento voltar
E
da alegria que eu tinha quando ao sítio eu ia
Com
os meus primos pelos campos brincar!
Tudo
era festa, era riso, era amor e correria...
E hoje nesta cidade fria sem ninguém para
amar!
Eu
vejo correr o meu presente no dia a dia
Transformando
o antigo escuro em futuro
E
quando eu paro e reflito essa cruel agonia
Rapidamente
e tão logo eu me censuro...
E
carinhosamente do cobertor de orelha
Eu
me recordo na saudade que sinto ainda
Brindando
com antigos amigos ao pé da lareira
No
sítio saudoso da lembrança mais linda...
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1 comments:
Bem vindo Osny a este espaço onde já em tua primeira publicação, povoastes minha mente com belas e sauddosas recordações, com leveza de texto e estímulo a imaginação. Bjs
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