SEM DESTINO
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Carlos Moraes,
Poema
Buscai vidas vindouras
de olhos cálidos em bocas pálidas
de braços ávidos em corpos impávidos,
travando lutas vazias por causas vadias
sem destino na noite sem fazer o dia,
fosse assim, tão não ser,
fora, não há como negar,
mas nada mais a afirmar
o abismo sobre a montanha
O navio sob o mar,
o lobo devorado pela ovelha
a guerra assassinada pela paz,
tudo que não se fez pelo que se é
resolvido antes de opinarmos,
para que, o querer?
Se caminhado o caminho
não há mais procura,
findo o desejo acaba a loucura
e voltamos ao útero abissal,
homens íntegros, porém derrotados.
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9 comments:
Lindo! O que dizer que já não tenha dito? Você escreve o que me seduz: a essência. Indagações, sentimentos, certezas? Só a poesia ( sua) traduz.
Não tinha lido o autor, mas comecei a ler e já senti que era teu. Gostei muito Carlos.
Um abraço!
O desejo é enfim o que nos move... Que ele nunca acabe. Perfeito Carlos! Gr. Bj.!
Indefesos ao destino de não ter destino... Lindo, amei!
Derrotados, talvez, mas o destino tem o seus caprichos e o caminho nunca é certo...
Belíssimo, Carlos!
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Maravilha de poema,indagações que sempre existirão aos olhos do homem além da poesia!!!
"Navegar é preciso,viver não é preciso. "
derrotados apenas para nos erguermos de novo e procurarmos novos caminhos e novos destinos...
Gostei do seu poema!
Abraço!
Isa Lisboa
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=> Tubo de ensaio
nina sayeg
Ontem, à(s) 23:25
Carlos,boníssima noite.belo poema,a marca do poeta mais uma vez com a ousadia de brincar com o academismo,os versos 3 e 4 com rimas pobres,o 4 e o 5 com rimas ricas,o ritmo cadenciado nos versos 2 e 3 pelas proparoxítonas,os últimos pela flutuação entre o ditonguismo e o hiatismo,a critério de como se lê.Uma excelente construção do prédio das palavras.O uso do imperativo no início do poema não convida,intima o leitor a...buscar vidas vindouras,o ritmo agora se prolonga pelos fonemas labiodentais /f/ ,/v/,vindouras e pela nasalização do fonema vocálico /i/..viiiiindouras...que virão,uma sacada superlegal.Sim,o futuro dos que virão prolonga-se ,assim como a utilização do arquifonema.Mais uma sacada lega,ainda na busca e,finalmente,qdo se acha,o uso do gerúndio,marca verbal valiosíssima para o prolongamento do tempo,onde a noite também se prolonga,sem deixar lugar para a chegada do dia.Qto à temática,mais uma busca,esta não existencialista,mas da carne entranhada entre pessoas,sem destino,sem expectativas,o momento presente,a vida presente...Gmail 1000 ,amigo.
Bem...depois desta análise especializada da nina, só tenho a te dizer que amei teus versos, teu ritmo cadenciado e tua bela poesia, bjs
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