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| Estrela Betelguese | Crédito: ESA / Herschel / PACS / L. Decin et al / LiveScience |
Olhei Betelguese
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Isa Lisboa,
Poema
Cheguei
À beira da montanha mais alta
Não havia mais Mundo
Para percorrer
Só me restava olhar
Para cima, ainda mais
Abri as asas
E subi
Subi até sentir o ar
Fresco
Até que encontrei uma cratera
De lá de cima contemplei
O chão de onde antes a contemplava
À lua
Percebi como tudo pode ser mais belo
Que o que imaginamos…
Desprendi o olhar de casa
E procurei Betelguese
Surpreendi-a dançando
Entre todos os corpos celestes,
Brilho ainda mais imenso
Lhe trazia o suave movimento.
Senti-me afogar
Na imensidão
E desejei escrever um poema
Que pudesse dizer, o quão
Me sentia ali, una;
E ao mesmo tempo,
Dispersa de mim, pequenina.
Procurei a minha caneta
Comecei a escrever
A tinta saltou do papel
Levada pela gravidade
Tentei de novo
De novo ela fugiu
Então guardei a caneta
Olhei de novo
O que nunca havia imaginado
Vir a avistar
Ali tão perto
Tudo era maior que eu,
Irresistível
Mas se não podia
Escrever
Então era a casa que devia
Voltar,
Guardar o Universo
Na memória
A minha caneta voltar a erguer
Pois sem ela,
Não haveria Universo
Que me fizesse sonhar…
Isa Lisboa
~*~*~*~
Para a Claudiane, que me deu a ideia para este poema, no comentário que deixou ao meu vídeo com o poema "o Rio".
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4 comments:
Isa,fez bem em ter voltado ,através deste poema outros também a descobrirão.
Seu poema é tão brilhante quanto minha estrela Betelguese.
Muito feliz! "Percebi como tudo pode ser mais belo" SEMPRE!
Que maravilha!
Sonhei e voei nas estrelas, senti a tinta fugir... e as minhas palavras disersar-se...
Isa, muitos parabéns por tão bela criação!
Claudiane, devo agradecer a inspiração que deu à nossa amiga... pois criou a excelência!
Grande abraço!
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Muito obrigada a ambas por me acompanharem nesta viagem!
Beijos
Aprendi sobre Betelguese! Abraços!
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